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30 de maio de 2026A lenda de Daura e o herói Bayajidda representam um dos mitos fundadores mais fascinantes da história da África Ocidental, especialmente no contexto dos povos Hausa. Essa narrativa oral, transmitida por gerações, explica não apenas a origem dos sete estados “verdadeiros” Hausa (Hausa Bakwai), mas também menciona povos não-Hausa proeminentes que formam os chamados “sete bastardos” (Banza Bakwai). Esses grupos — Jukun (associados ao reino de Kwararafa), Gwari, Yoruba, Nupe e Yawuri (ou Yauri) — aparecem como descendentes de uma linhagem paralela, destacando interações complexas entre etnias, migrações e poder na região da Nigéria pré-colonial.
Neste artigo, exploramos essa lenda com profundidade, conectando-a ao rico tapeçaria histórica da África, desde as origens humanas no continente até os reinos medievais e as dinâmicas culturais que moldaram o Norte da Nigéria. Para entender melhor o berço da humanidade e como a África moldou a evolução humana, confira a África o berço da criatividade humana e primeiros humanos uma jornada africana.
A Lenda de Bayajidda: O Príncipe de Bagdá em Daura
A história começa com Bayajidda (ou Abu Yazid), um príncipe de Bagdá que, fugindo de conflitos em sua terra natal, viaja pelo continente africano. Ele chega primeiro ao império de Bornu, onde recebe uma princesa como esposa, e depois segue para Daura, uma cidade antiga no atual estado de Katsina, Nigéria.
Em Daura, o povo sofria com uma serpente sagrada chamada Sarki, que guardava o poço de Kusugu e permitia acesso à água apenas em dias específicos, aterrorizando a população. Bayajidda, armado com uma faca forjada em Gaya, enfrenta e mata a serpente, libertando o povo. A rainha Magajiya Daurama, grata, oferece-lhe metade do reino, mas ele pede sua mão em casamento. Ela aceita, e juntos têm um filho, Bawo, cujos descendentes fundam os Hausa Bakwai: Daura, Kano, Katsina, Zazzau (Zaria), Gobir, Rano e Biram.
Mas a rainha também concede a Bayajidda uma concubina Gwari como recompensa. Dessa união nasce Karbagari, cujo filho gera os Banza Bakwai: Zamfara, Kebbi, Gwari, Kwararafa (Jukun), Nupe, Yoruba e Yawuri (Yauri). Esses povos não-Hausa são retratados como “ilegítimos” na tradição Hausa, mas a lenda reconhece sua importância regional.
Essa narrativa não é mera fantasia; ela reflete migrações, conquistas e alianças. Para contextualizar as primeiras civilizações africanas, leia sobre as primeiras civilizações da África origens e berço da humanidade e de civilizações.
Os Jukun e o Poderoso Reino de Kwararafa
Os Jukun, frequentemente ligados ao reino de Kwararafa (ou Kororofa), eram um povo influente no vale do rio Benue, na Nigéria central. Kwararafa surgiu como uma confederação multiétnica por volta dos séculos XIII-XIV, com capital em Santolo ou Wukari, e expandiu-se militarmente, influenciando estados Hausa e Bornu.
Na lenda de Bayajidda, Kwararafa aparece nos Banza Bakwai, sugerindo rivalidade ou interação com os Hausa. Os Jukun, conhecidos por sua monarquia sagrada (com o rei Aku Uka como figura semidivina), dominaram o comércio e a guerra na região do Benue. Seu declínio veio no século XIX, com a ascensão de estados vizinhos.
Para mais sobre reinos africanos antigos, veja reinos antigos africanos para conhecer e imperios africanos antigos gloria.
Os Gwari: Guardiões da Concubina e da Terra Central
Os Gwari (ou Gbagyi) habitam áreas centrais da Nigéria, como Abuja e Kaduna. Na lenda, a concubina Gwari de Bayajidda simboliza alianças com povos indígenas não-Hausa. Os Gwari mantiveram tradições agrícolas e espirituais únicas, resistindo influências externas.
Sua menção nos Banza Bakwai destaca diversidade étnica. Explore mais sobre sociedades antigas em as sociedades cacadoras coletoras e os primeiros assentamentos humanos.
Yoruba: Conexões Sulistas na Tradição Oral
Os Yoruba, com sua rica civilização em Ife e Oyo, aparecem nos Banza Bakwai, indicando contatos históricos entre o Norte e o Sul da Nigéria. A lenda sugere que descendentes de Karbagari fundaram Ilorin (influenciado Yoruba-Fulani).
Os Yoruba desenvolveram arte, metalurgia e sistemas políticos complexos. Para aprofundar, confira a rica cultura e civilização Nok e expansao dos povos bantu pela africa.
Nupe e Yawuri: Povos do Níger e do Comércio
Os Nupe, centrados no rio Níger, criaram um reino poderoso com capital em Bida, conhecidos por metalurgia e comércio. Yawuri (Yauri), no Noroeste, era estratégico em rotas comerciais.
Ambos nos Banza Bakwai, refletem interações com Hausa. Veja as rotas comerciais transaarianas e grandes rotas de comercio da antiguidade.
Contexto Histórico: Além da Lenda
A lenda de Bayajidda legitima linhagens reais, mas a história real envolve migrações antigas, como em as migracoes pre-historicas a africa e os primeiros habitantes da africa.
Reinos como Kush e Axum mostram glória africana em as riquezas do reino de kush ouro e o reino de axum o elo perdido.
Na era medieval, impérios como Mali e Songhai destacam riqueza em a ascensao e queda do imperio de mali e mansa musa o homem mais rico da historia.
A colonização impactou essas dinâmicas, como em a partilha da africa a conferencia berlim e resistencia africana contra colonizacao.
Perguntas Frequentes
O que é a lenda de Bayajidda?
É o mito fundador dos estados Hausa, onde Bayajidda mata uma serpente em Daura e gera linhagens reais.
Quais povos não-Hausa são mencionados?
Jukun (Kwararafa), Gwari, Yoruba, Nupe e Yawuri, nos Banza Bakwai.
A lenda é histórica?
É mitológica, mas reflete interações reais entre etnias.
Onde encontrar mais sobre história africana?
Explore o site africanahistoria.com para artigos como africa uma jornada pela historia.
A lenda influencia a cultura atual?
Sim, reforça identidade e unidade em festivais em Daura.
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